Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
A Candeia que iluminou os Ministros

Para Além do Lead  ( 7 )

 A CANDEIA QUE ILUMINOU OS MINISTROS

 

 

O IV Governo Provisório ( 1975/1976 ) integrava como Ministro da Educação e  Investigação Científica, um dos homens de Abril, o então Major Vítor Alves. Tal como outros governantes, conforme tenho referido nestas crónicas, também ele se deslocou em visita oficial a Trás-os-Montes.

O professor Etiene, à época membro da C.A. da Junta de Freguesia de Vilarinho da Samardã, conseguiu que Victor Alves, na sua visita ministerial à região de Vila Real, se deslocasse à escola  da Samardã, mesmo à beira da estrada nacional Vila Real - Chaves.

A noite que  começava a cair, encontrou o Ministro em reunião com os jovens que no edifício da escola participavam em actividades desenvolvidas pelo FAOJ – Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis, então dirigido pelo saudoso António Cabral.

A falta de iluminação eléctrica  foi tema de conversa entre o Ministro e os presentes. Os cabos de alta tensão passavam a uma vintena de metros, mas a electrificação estava à distância das decisões de uma empresa pública com sede na capital. Por isso a candeia assumira estatuto de rainha na conversa; a fraca chama, alimentada a azeite ou a petróleo, lutava contra as trevas da noite. E que imagem mais simbólica  do que num edifício onde nasce a luz do saber,  também aproveitado para actividades culturais de jovens e uma candeia nas mãos do Ministro da Educação e  Investigação Científica do Governo de um País que de Abril  fizera  esperança de desenvolvimento?!

A minha atrevida sugestão, foi aceite. A candeia que acabara de ser oferecida ao Ministro, seria acesa durante a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa. O Jornal de Notícias destacou este pormenor na reportagem publicada no dia seguinte. Dias depois a habitual nota de imprensa do Conselho de Ministros dava conta que Vítor Alves cumprira o que prometera; e muito pouco tempo depois, era solucionado o problema do transformador de energia eléctrica. A noite na aldeia, cujas ruas foram calcorreadas por Camilo Castelo Branco em meados do Séc. XIX, passou a ser menos escura.
A Junta de Freguesia aprovou, e fez constar em acta, uma moção de agradecimento ao Jornal de Notícias materializado na oferta, também, de uma candeia ao jornalista da Delegação em Vila Real.

 
Soprando o pó a este episódio, dou por mim a pensar:

- Há ministros e outros governantes, que, tal como Vítor Alves, cumprem as suas promessas ( em Trás-os-Montes diz-se « cumprir a palavra dada » ) . Mas não sei bem porquê, desconfio são cada vez mais em menor número.     

_______________________________

 

NOTA +/- IMPORTANTE

O professor Etiene foi um dos primeiros do PPD / PSD em Vila Real.
Durante décadas, conheci-o activo militante, interventor em causas sociais e da cultura, dinâmico defensor da sua Freguesia. Não se pavoneava mostrando o cartão para conseguir lugar numa lista, um emprego ou um tacho num qualquer instituto, o que, acrescente-se,  alguns outros bem menos militantes ou fugazmente convertidos à cor laranja, ciclicamente  conseguiram, inclusive beneficiando da activa militância do professor Etiene.  

Há uns anos, sei-o como mais um dos atingidos pelas agruras da vida. Encontro-o algumas vezes, tomamos café, conversamos  e recordamos. Compreendo o atraso na entrega da candeia prometida ao jornalista do JN.  Às vezes a intenção é tudo.   



publicado por bolando às 23:55
link do post | comentar |

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
… um tiro num poste e ficais todos sem electricidade.

 Para Além do Lead ( 6 )

 

A propósito do encerramento da ESTALAGEM DO CAÇADOR

 … um tiro num poste e ficais todos sem  electricidade.
 
A caravana de jornalistas que normalmente acompanhava os membros do Governo nas suas deslocações  a Trás-os-Montes, ( a que me referi em crónicas anteriores ), ficara alojada na Estalagem do Caçador, em Macedo de Cavaleiros.
O Presidente de Câmara Municipal da época, de seu nome Ferreira, -  Pescadinha  para os amigos -  fez questão em conviver com « a  malta da imprensa ».
A conversa decorria como naquela estória das « cerejas », tema puxou tema, até que foi dar aos caminhos da política central e sua  correlação, mais falta do que relação,  com o desenvolvimento regional.
« Convençam-se que vocês lá por Lisboa, estão dependentes da província.»- proclamava o Presidente do Município e para exemplificar que na província se produzia muito do que a grande metrópole consumida, acrescentou com um sorriso irónico: - « Vai-se ali ao Pocinho, dá-se um tiro num poste de alta tensão e vocês em Lisboa ficam às escuras…»
No dia seguinte  o jornal A Capital titulava em primeira página que o « Presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros ameaça cortar a luz a Lisboa » ;  Raul Rego, natural de Morais - Macedo de Cavaleiros ( onde no primeiro lustro da década de 50, lhe conheci o popular irmão ) deputado do PS mas eleito pelo círculo de Braga, em inflamado discurso quase pedia cabeça do autor da ameaça. Eu e outros jornalistas fomos criticados pelos respectivos Chefes de Redacção porque nem sequer  termos referido nos textos enviados para os respectivos jornais, a ameaça (?) que fez caixa em A Capital. O resto da cobertura da visita ministerial decorreu com o « arguto » jornalista a fazer lembrar a figura ao lado.Corcundas sempre houve
_________________________________ 
Acrescente-se, em jeito de nota de rodapé, que  o  único jornalista que teve o condão de ouvir a hipotética frase ameaçadora encontrei-o, não há muito tempo, já feito « porta-voz » de um ex-Ministro do actual Governo. Consta-me que prepara  candidatura a Presidente de uma Câmara Municipal, algures lá para o Algarve.
Quer-se dizer,  quando vou sótão e sopro o pó a algumas velharias, dou comigo a pensar que, mesmo ainda hoje, ou talvez hoje mais do que nunca, a deontologia e a ética  são valores que não ajudam a subir na vida, bem pelo contrário.

 



publicado por bolando às 22:56
link do post | comentar |

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
A proximidade já vem de longe!
Para Além do Lead ( 5 )


 

A PROPÓSITO DOS 120 ANOS DO JORNAL DE NOTÍCIAS ( 2 )
… a proximidade já vem de longe.


O livro de honra do Roadshow dos 120 anos do Jornal de Notícias, regista mensagens a apelarem, outras a enaltecerem, a aproximidade do jornal às populações do interior. Primar por essa aproximação foi uma das recomendações que recebi quando, no distante 1975/76, o jornal começava a afirmar-se para Cá do Marão, através da Delegação instalada na Avenida Carvalho de Araújo, por cima do « clássico ».
 

  
Naquela época, em pleno Alvão, alguns dos poucos que persistiam em viver e labutar por entre o fraguedo da serrania, mostraram-me as ruas estreitas, tortuosas, íngremes por vezes, chão coberto de restolho e excremento de animais, sobretudo cabras - o estrume que tornaria mais forte e produtiva as terra nas pequenas courelas.

 

« Isto é uma riqueza », comentei, enquanto nos aproximávamos do edifício da Escola Primária em cuja fachada uma placa em granito recordava « … construído durante o Governo da Ditadura Nacional, no ano de …», mas não acrescentava mais conforto ao edifício onde o frio facilmente entrava e sem pedir licença.
 

 

Dar voz às populações, nas aldeias e nas vilas foi, desde sempre, uma preocupação e simultaneamente uma realidade. Calcorrear aldeias da serrania para conhecimento do que daria corpo à notícia, à reportagem e até à entrevista, corresponderia aos contactos por telemóvel ou pela Internet tão vulgarizados nos dias de hoje. 

Nos povoados da serrania, reinava a candeia e/ou o candeeiro a petróleo, o saneamento básico era miragem, os acessos em terra batida, um dos títulos para a reportagem « carreiro dos mortos » evidenciava bem a realidade.

Terminada a visita, reparei num saco encostado ao automóvel.
Alguém do grupo informou: « Isto é para si, para agradecermos ter vindo cá’cima á’judar-nos a divulgar os nossos problemas.»  
O cheiro intenso e desagradável que se sentia no interior do automóvel, suportado no regresso à cidade pela íngreme estrada, foi compensado umas semanas depois. Naquele pedaço de terra, misto de jardim e quintal, algures em Vila Seca de Gravelos nas cercanias de Vila Real, as alfaces, as couves, os tomates e até os morangos desenvolveram-se como nunca e, sobretudo, muito mais saborosos


publicado por bolando às 23:09
link do post | comentar |

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
... ainda há quem se lembre!
Para Além do Lead ( 4 )
  
A PROPÓSITO DOS 120 ANOS DO JORNAL DE NOTÍCIAS ( 1 )
…  das reportagens publicadas em 1975/78

Vai para 33 anos que, como jornalista profissional, dei início à presença diária do Jornal de Notícias, em Trás-os-Montes abrindo a primeira delegação de um jornal diário em Vila Real, graças também ao grande empenho de um homem que deixou nome no JN - Freitas Cruz. ( fins de Outubro de 1975 ).

Torna-se evidente que a história dos 120 anos do JN apresentada no passado fim-de-semana, em Vila Real, através do " Roadshow dos 120 anos ", no mínimo está incompleta - arrancaram-lhe as páginas referentes a um período de luta e grande esforço para implementar o JN em Trás-os-Montes que, então apelidado de « comunista » chegou a ser queimado ( Novembro de 1975 ) em Bragança. Na edição do dia seguinte, um texto assinado por Freitas Cruz chamava a atenção dos brigantinos que haviam queimado precisamente um jornal no qual se dava relevo a um texto do Delegado em Vila Real, salientando o facto de esse delegado ser precisamente natural de Bragança. E para que tal constasse, repetia-se o texto de opinião, assinado por Orlando Inocentes.

O Jornal de Notícias, nesta como noutras situações, parece fazer questão em querer esquecer esses anos do último lustro da década de setenta; anos em que a publicação de reportagens especiais, algumas de página inteira, muito contribuíram para o lançamento do JN em toda a região transmontana e duriense e que, simultaneamente, ajudaram à solução de problemas importantes para o desenvolvimento regional, alguns ainda com repercussão nos dias de hoje.

São numerosas as reportagens especiais, que assinei nessa época; limito-me a referir dois temas mais visíveis na actualidade: o Hospital de Lordelo ( em próxima crónica irei recordar, aos mais distraídos, como é que apareceu a solução « Hospital de Lordelo », tal como é conhecido e recordar o papel de algumas ilustres personalidades que, de
quando em vez, se sentam na primeira fila em dia de comemoração, mas que na época se opunham à solução « Lordelo » ); a elevação do Instituto Politécnico, a Instituto Universitário e depois a Universidade, actual UTAD ( também neste particular o papel do Delegado do JN tem sido apagado ou pelo menos esquecido ); cultura e desporto, habitação social, agricultura e indústria, acessibilidades ( já nessa época o Eng.º Humberto - Director Reg. da JAE propunha, em entrevista ao JN a construção doo túnel no Marão ou esticar o asfalto sobre as bermas, enquanto que um socialista de gema e 1º Governador do Distrito de Vila Real, pós Abril - o Dr. Montalvão Machado -garantia « dentro de poucos anos Chaves e Vila Real ficarão a menos de meia hora » ), centros de saúde, emigração, corridas de automóveis, vários pequenos-grandes-problemas de vilas e aldeias dos Distritos de Vila Real, Bragança e até de Viseu e Guarda - numa mão muito, muito cheia de trabalhos jornalísticos que abrangeram temáticas diversas e em muitos casos fundamentais para a região, para as localidades, para os próprios intervenientes.

Se o Jornal de Notícias, nesta como noutras situações, parece fazer questão de esquecer/apagar o período iniciado em Outubro/Novembro de 1975; uma coisa é certa - os seus próprios arquivos bem como diversas bibliotecas públicas, guardam exemplares dessa época. Logo não conseguem apagá-lo da memória de muito boa gente.

(re) Compensa quem por aqui suou e também sofreu, quando na actualidade ouve dizer, por exemplo: - aquilo ali foi resolvido quando fez aquela reportagem, lembra-se?

De facto, há muita, muita gente que ainda se lembra...


publicado por bolando às 22:45
link do post | comentar |

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
De Vila Real para Saurimo MOIO MUATA António Martinho
Para Além do Lead ( 3 )

 

Um grupo de entidades ( empresários, políticos, ... ) de Vila Real, liderados pelo Governador do Distrito, Dr. António Martinho, deslocam-se à actual Saurimo, ( antiga Henrique de Carvalho ), capital Distrito da Lunda Sul.
Por isso, para todos, moio muata.

Vivi e trabalhei em Saurimo no último lustro da década de sessenta e primeiros anos da de setenta. Funcionário do Governo Civil da Lunda, ( era Governador o então Major Soares Carneiro ); naquele tempo, muito antes do 25 de Abril, em Angola, sem a imposição do " digne-se V. Exa autoriar... " tão característica da actualidade, continuei a aventura iniciada no Mensageiro de Bragança; do muito que por ali se ia passando, fui dando notícia em alguns O.C.S. de Angola :- revista Semana Ilustrada, jornais Comércio de Luanda, Tribuna dos Muceques, entre outros.

Recordo quando ouvi pela primeira vez moio muata enquanto saboreava uma cuca na esplanada do kubata; ainda não esqueci o cheiro a terra molhada que a aragem trazia da distância, nem o verdejante túnel feito pela copa do compacto bambu no longo caminho para a piscina; recordo aquela noite, muito antes do 25 de Abril, quando no salão de cinema e teatro do velhinho clube apinhado de assistência curiosa, saboreámos a mensagem no texto de António Pedro, na peça de teatro Antígona, representada por um grupo de jovens, posteriormente com assinalável êxito também em diversos palcos de outras cidades de Angola. Em pleno interior angolano, muito antes do 25 de Abril, repito, em antígona a antecipação,
  
 
Fico-me por aqui, ou esta crónica terá o tamanho da saudade…
... para amenizar, de quando em vez, ouço a voz de Maria de Lurdes Resende numa pouco conhecida canção éua canção da Lunda


publicado por bolando às 22:51
link do post | comentar |

Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Cada Um no Seu

 

Para Além do Lead ( 2 )

 


No último lustro da década de setenta, foram mais de meia dúzia os Governos - uns ditos Provisórios outros já Constitucionais. Nessa época, vários foram os Ministros e Secretários de Estado que, poucos dias após empossados, certo e sabido, era vê-los em visita oficial a Trás-os-Montes, mais demoradamente ao Nordeste Transmontano.
Certo dia calhou a vez ao titular da pasta do Comunicação Social, para contactos com a imprensa regional. Tal como noutras situações semelhantes, uma caravana de jornalistas acompanhava a visita governamental; jornalistas vindos de Lisboa e do Porto, com excepção do Jornal de Notícias que, desde fins de 1975, contava com um Jornalista e uma Delegação em Vila Real.
Na Estalagem do Caçador em Macedo de Cavaleiros onde se alojara a caravana, tempo para uma pausa, oportunidade para convívio entre Governante e Jornalistas.
Conversa de acaso, temas soltos sem interesse de maior.
- Uma das minhas aspirações é um dia ser jornalista – ouviu-se na voz do governante, como quem tenta « passar a mão pelo pêlo » como se costuma dizer.
- Pois a minha é um dia comandar uma base aérea – retorquiu um dos presentes, por sinal um conhecido jornalista e escritor portuense, enviado especial do Diário de Notícias.
- Não pode! – ouviu-se em voz forte, como se em parada militar.
- Não posso!? Porquê?
- Porque não é piloto aviador! – garantiu o Governante evidenciando sorriso vitorioso.
Uns segundos de silêncio. Na voz do jornalista e escritor, homem de esquerda, considerado e respeitado pelos seus pares, em tom sarcástico:
- Tem piada, o senhor não é jornalista e comanda a comunicação social!

Desde o último lustro da década de setenta, este calhau encravado entre Vénus e Marte, rodou, rodou e voltou a rodar num eixo de plano inclinado. E neste canteiro, bem no extremo do jardim europeu, será que se registaram alterações? Já não digo no topo da hierarquia, mas mais cá por baixo, onde os capatazes se julgam os donos das courelas.

Isto é, para comandar uma base aérea, será necessário ser realmente piloto aviador, ou basta o oportuno cartãozinho em cartolina na cor da moda?


publicado por bolando às 20:56
link do post | comentar |

Domingo, 25 de Maio de 2008
Maçãs Para os Porcos
 
Para Além do Lead ( 1 )

 

 
O longínquo ( Outubro ) do ano de 1964, marca o início da minha actividade no jornalismo. E como tudo tem um princípio, foi no (antigo) Mensageiro de Bragança com o pseudónimo « landino ».

Desde então, uns anos como profissional devidamente encartado, outros sem o profissionalismo da carteira mas com o profissionalismo da competência, da ética e da deontologia; em ambos os casos semeie múltiplos trabalhos em todos os géneros, em diversos O.C.S., na imprensa escrita, na rádio e na televisão, quer de âmbito nacional, quer de âmbito regional, inclusive da vizinha Galiza.
Recordo que o então Director do Mensageiro de Bragança - José Baptista Ferreira (pe) - quis dar-me a primeira lição das técnicas de comunicação.

O velhinho carocha deixava um rasto de pó na estrada em terra que ligava a cidade a Castro de Avelãs. Na distância, à beira de estrada, uma mulher. Já parados, notámos o pequeno cesto de verga, enfiado no braço.

- Bom dia.
- Bom dia, salve-os Deus, senhor padre.
- O que leva aí? – perguntou o director apontando para a pequena cesta.
- Levo algumas maçãs que fui apanhar. Já estavam caídas no chão.
- A senhora é capaz de nos dar algumas?
- Ah!, então não dou, senhor padre. Até lhas dou todas. M’á´sim apanhei-as p´rás deitar aos porcos.

Encolhi-me no assento e disfarcei um sorriso. Recebera a primeira lição de Teoria ( e prática ) de Comunicação.


Ao longo destes anos de aventura, alguns a semear palavras, imagens e sons em jornais, televisão e rádios, não têm conta as vezes em que também apanhei maçãs caídas do chão ... e também dei algumas.


publicado por bolando às 20:00
link do post | comentar |

 
Decidi-me por ir ao sótão e soprar o pó.
Está na hora de reavivar algumas memórias.
Parece-me há quem queira esquecer (-se).
Por isso, este espaço arquiva um conjunto de relatos de situações verídicas vividas pelo autor nas décadas de 70/80, enquanto jornalista, e que, por não fazerem parte dos textos jornalísticos então publicados, são aqui tituladas e vão muito:
PARA ALÉM DO LEAD

...também temática INOCENTES MAS POUCO

pesquisar neste blog
 
artigos RECENTES

A Candeia que iluminou os...

… um tiro num poste e fi...

A proximidade já vem de l...

... ainda há quem se lemb...

De Vila Real para Saurimo...

Cada Um no Seu

Maçãs Para os Porcos

ARQUIVOS

Junho 2008

Maio 2008

Vá por aí
________________________
VISITANTES ao «blog »
Desde 18 Junho de 2008 passaram por aqui Free Website Counteramigos